Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-i

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da Cidadania e dos
Direitos Humanos Tupã-i

Marçal de Souza

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Ventania deixa índios ao relento sob frio de zero grau

24 de julho de 2009
Cruz Sagrada ou Kurussu Amba, em guarani. Os 150 índios que moram na área em Coronel Sapucaia, a 383 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com a cidade paraguaia de Capitan Bado, perderam barracos no vendaval desta madrugada. Na região Sul, geou e a temperatura mínima chegou a 1,5 ºC. A sensação térmica foi de zero grau.
O Instituto Nacional de Meteorologia prevê mais uma noite de geada na área, em frente à fazenda Madama que já foi palco de conflitos, morte e é uma das áreas de disputa entre produtores e índios em Mato Grosso do Sul.
A temperatura mínima deve ser de 3ºC. No relento, a sensação térmica derruba esse número.
O CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) Marçal de Souza Tupã I faz um apelo para que as pessoas ofereçam doações de roupas e alimentos, principalmente às crianças. Lá, estão 70 de zero até 8 anos sendo 18 ainda bebês.
“O governo tem ajudado apenas os índios em aldeias e lá, eles estão acampados à beira da rodovia. Com o frio, a situação é ainda pior”, diz Paulo Ângelo, presidente do CDDH.
A entidade levou roupas para os índios e amanhã deverá seguir até a fronteira com mais doações.
Há três anos os guaranis que vivem em Coronel Sapucaia disputam a área da Fazenda Madama.
O índio Noé Lopes, 31, disse ao Midiamax por telefone que hoje o problema que mais preocupa é a demora na chegada dos alimentos. A Funai (Fundação Nacional do Índio) ainda não entregou as cestas. Já medicamentos também são esperados, mas neste caso há paliativos graças ao conhecimento indígena. “Quando chega o frio, os índios vão para o mato e pegam as plantas para fazer remédio. A gente espera é a chegada da comida”, desabafa.
No ano passado, líderes indígenas que comandaram ocupação na área Madama foram condenados a 17 anos de prisão pelo juiz da 2ª Vara de Amambai, na divisa com o Paraguai, Thiago Nagasawa Tanaka. O conflito em 2007 terminou com jagunços atirando contra os índios. Na confusão, a índia Churetê Lopes, 70, morreu atingida por tiros. Os assassinos ainda não foram identificados e os índios foram para beira da rodovia MS-284 a 30 quilômetros da área urbana.
Serviço - Para doações: CDDH Marçal de Souza Tupã I - Rua Manoel Vieira de Souza, 554 Vila Piratininga CEP: 79081 -150 Campo Grande - MS Telefone - 3314 2330
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