Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã-i

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Comissão discute farsa montada contra deputado de MS

09 de dezembro de 2010
A Comissão de Legislação ParticipativaCriada em 2001, tornou-se um novo mecanismo para a apresentação de propostas de iniciativa popular. Recebe propostas de associações e órgãos de classe, sindicatos e demais entidades organizadas da sociedade civil, exceto partidos políticos. Todas as sugestões apresentadas à comissão são examinadas e, se aprovadas, são transformadas em projetos de lei, que são encaminhados à Mesa Diretora da Câmara e passam a tramitar normalmente. realiza audiência pública hoje para discutir um falso flagrante de compra de votos montado contra o então deputado estadual Semy Ferraz (PT), de Mato Grosso do Sul, às vésperas da eleição de 2006.

O debate foi proposto pelo Centro de Defesa da Cidadania e dos Direitos Humanos Marçal de Souza Tupã. A entidade argumenta que a candidatura de Ferraz à reeleição foi aniquilada pelo falso flagrante. Notas de R$ 20 grampeadas a “santinhos” de Semy foram escondidas dentro do carro de um assessor do parlamentar. Em seguida a PF foi informada da suposta tentativa de compra de votos. O assessor chegou a ser detido e depois liberado.

A “armação” foi comprovada pela Polícia Federal, em janeiro de 2007, durante a “Operação Vintém”, que apontou o envolvimento do governador André Puccinelli (PMDB), do seu filho André Puccinelli Júnior e de assessores do seu comitê eleitoral. Foram divulgados os seguintes trechos de escuta telefônica:

- O assessor Edson Giroto telefona para André Puccinelli e pergunta: “Cadê o material para implantar no Semy Ferraz?” André Puccinelli responde: “Fala aqui com o Junior”.

- O assessor Edmilson Rosa telefona para Edson Giroto e fala: “O material já está implantado no Semy, é um Fiat Uno Verde, está lá estacionado, chama a Polícia Federal logo, chama agora”. Edson Giroto responde: “Pode deixar comigo”.

- Supostamente após o vazamento do grampo, Puccinelli Junior telefona para Edson Giroto: “Girotoo, Girotooo, suspende a operação, suspende a operação, suspende a operação do Semy”. Giroto responde: “Agora não dá mais, já avisei a polícia”.

Ferraz afirma que entrou na Justiça contra Puccinelli e outros envolvidos, mas que até hoje, quatro anos depois, a Justiça não conseguiu intimar todos os acusados.

Foram convidados:
- o ex-deputado Semy Ferraz;
- o presidente do Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), Paulo Ângelo se Souza;
- o advogado Celso Pereira da Silva;
- o juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida, da 1ª Vara de Crimes Dolosos contra a Vida e do Tribunal do Juri do Mato Grosso do Sul; e
- o superintendente regional da Polícia Federal do Mato Grosso do Sul, José Otacílio Della Pace.

A reunião será realizada às 9 horas no plenário 3.

*Matéria atualizada em 09/12.

Da Redação/WS

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