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Interno de Unei sofre ataques sexuais; pai acha que filho vai deixar local ‘louco ou monstro’

12 de janeiro de 2011

“Meu filho talvez vai sair de lá ou doido ou um monstro”. A declaração é de I.B., pedreiro, pai do interno F.S.B., 13 anos, que está na da Unidade Educacional de Internação (Unei) Tia Aurora, localizada em Três Lagoas.

A instituição já foi denunciada em 2008 por ocorrências de espancamento, tortura psicológica, choque elétrico nas celas, ameaça com armas, constrangimento ilegal de familiares, entre outros crimes.

I.B. é pai do adolescente, então com 12 anos, que foi levado para a Tia Aurora depois de recair sobre ele uma acusação de estupro contra uma jovem de 21 anos, porém um laudo diz que a suposta vítima não teria mantido relações sexuais no período apontado.

O tormento do pai e da madrastra de F., que tem problemas psicológicos, aumentou quando o pedreiro ficou sabendo por meio da mídia que seu filho sofreu abusos sexuais dentro da Unei e ele ou outro parente não foram comunicados do fato.

Um boletim de ocorrência (1043/2010), que está sob sigilo por se tratar de adolescente, demonstra que um agente sócio-educativo levou ao conhecimento da Polícia Civil de Três Lagoas o fato.

O pai afirma que depois que tomou conhecimento sobre a violência sexual contra o filho foi até a Unei e pediu esclarecimentos do diretor, mas ninguém confirmou o fato.

Só na delegacia da cidade ele teve certeza do que aconteceu, e pior: funcionários impediram que ele entrasse na unidade para tentar falar com o filho, que teria revelado a uma tia que se sente envergonhado depois dos três abusos sexuais.

Ele recusa ficar frente a frente com o pai e ter que dizer que foi estuprado por um outro interno, que tem 15 anos e está foragido.

O pai afirma que quando o filho foi levado para a Unei recebeu a garantia de que o menino ficaria em cela isolada, mas, na verdade, foi colocado em contato com outros, prova é a violência sexual cometida em setembro de 2010.

Depois que F. foi internado na Unei Tia Aurora, o pai diz que só foi permitido um contato com o filho na primeira semana, isto em julho de 2010.

Dois meses depois, o adolescente foi violentado três vezes, inclusive quando da terceira vez foi lavrado um boletim de ocorrência que detalha que o menor de 15 anos amarrou-o o de 12 anos com uma camiseta e fez uso de uma faca artesanal (chuchu) para ameaçar a vítima.

Denúncia

A denúncia do pai foi levada ao conhecimento do procurador geral do Ministério Público Estadual, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e dos Adolescentes, Conselho Estadual dos Direitos Humanos e Ordem dos Advogados do Brasil- Seccional Mato Grosso do Sul.

Posteriormente, o caso será levado ao conhecimento da secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República e também do Conanda (Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente).

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